Psicologia canina: como é que os cães aprendem?



Geralmente, quando falamos em treinar os cães, usamos uma mecânica de reforços positivos e reforços negativos. No entanto, também podemos falar no “condicionamento clássico”, segundo Pavlov, e seguindo o “condicionamento operante”, segundo Skinner.


O condicionamento clássico vem das experiências do cientista russo Ivan Pavlov. Neste caso, o cão tem um comportamento porque foi “condicionado” ou treinado para associar um determinada coisa com uma situação. Por exemplo, é normal os cães salivarem quanto antecipam a comida. Mas, se tocar um sino todos os dias antes de lhe dar comida, o cão começa a associar a comida ao som do sino. Por isso, mesmo que não lhe ponha comida, pode salivar só ao ouvir o som.


Por outro lado, Skinner propõe o “condicionamento operante”. Ou seja, em vez de usar um estímulo (o sino) para provocar um comportamento (salivar), usa o estímulo para reforçar um determinado comportamento. A sua experiência consistia em deixar um rato numa caixa sem água durante algum tempo e, depois, premiar o comportamento positivo do rato com gotas de água.


Em casa, não podemos fazer experiências tão drásticas. No entanto, é comum usar uma mistura de ambos os condicionamentos. Algumas pessoas usam o condicionamento clássico para ensinar truques ao cão, enquanto outras usam o reforço positivo para premiar o cachorro cada vez que faz chichi no sítio correcto, por exemplo. O processo de ensinar ou treinar um cão é sempre mais complexo do que parece!
Por isso mesmo, há profissionais especializados em ensinar animais. Se tem um novo patudo na família e quer facilitar a transição, procure um treinador de animais ou uma escola de treinos para cães.

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